NA MIRA DA POLÍCIA CIVIL! A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito contra Ratinho. De acordo com informações divulgadas pela coluna Outro Canal, da @folhadespaulo, nesta sexta-feira, 22, o caso tramita sob sigilo e envolve três ocorrências atribuídas ao comunicador por supostos casos de LGBTfobia cometidos pelo apresentador.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública diz que o caso está sendo investigado pelo 7º Distrito Policial de Osasco e corre sob sigilo. “Demais detalhes serão preservados para garantir autonomia ao trabalho”, diz o texto.
O inquérito, aberto na quinta-feira, 21, tem prazo de 30 dias e pode ser prorrogado a pedido do delegado. O apresentador deve ser chamado para depor, assim como funcionários de seu programa.
O SBT, mesmo sendo exibidor do programa, não é investigado no inquérito. Procurada nesta sexta-feira, 22, a emissora disse que não iria se manifestar. A assessoria de imprensa de Ratinho respondeu por WhatsApp que ele não comenta casos jurídicos.
Um deles envolve a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e ocorreu em março. Na ocasião, Ratinho disse que ela não era indicada para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, para a qual acabara de ser eleita na Câmara dos Deputados, por ser transexual. A parlamentar processou o apresentador por transfobia e pede um direito de resposta ao SBT. Ele, por sua vez, entrou com uma ação por difamação contra ela.
Outros caso ocorreu no começo do mês, quando Ratinho afirmou ficar “preocupado” em ver muita exposição de homens se beijando publicamente. Após o vídeo viralizar nas redes sociais, o Ministério Público recebeu queixas e resolveu abrir uma investigação sobre o caso.
Já no quadro Dez ou Mil, Ratinho teria feito piadas homofóbicas com figuras LGBTQIA+, dando a entender que eles não poderiam ser “machos de verdade”.

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